O regresso

O regresso


Há um ano e meio ressuscitei minha paixão por ler. Eu finalmente consegui começar um livro, terminar e no embalo começar outro(e claro, terminar). Se essa motivação tem a ver com o idioma do livro que eu estava lendo, época em que comecei ou o conteúdo não posso garantir, mas pode ser tudo isso tenha influenciado. Mas o que eu realmente percebi foi que, assim como muitas coisas na vida, ler um livro para mim, só acontece se estou de bem comigo mesma e com as minhas obrigações.

Quando assisto a um filme ou vejo algo na tv, fico com aquele sentimento de não estar produzindo nada, o que é muito ruim, pois os momentos de descontração devem fazer parte do dia a dia. Para dar um exemplo disso: na maioria das vezes eu busco ao mesmo tempo que assisto, arrumar algo ou cozinhar. Por sorte, finalmente depois de muito tempo consegui sentar e me dar o prazer de ler um livro por horas, de descansar. Aquela sensação de ter feito o máximo que podia no dia e me dar a merecida pausa 😀 me fez muito bem.

Ler um livro é uma das poucas coisas que não dá pra fazer em combinação de outras. Depende de onde a história te leva, uma música de fundo pode até atrapalhar. Posso garantir que até a iluminação e/ou o modo em que um se encontra posicionado afeta a percepção do conteúdo. Às vezes até um gole de chá ou café pode tirar a concentração.

Estou grata por vivenciar novamente aquele anseio de saber o que vai acontecer ao virar cada página. Aquele medo de ao virar a página e sem querer ler no lado direito do livro o que, no lado esquerdo ainda não foi explicado, simplesmente por que os meus olhos correm pelas palavras e a cada piscar leem o que aparece pela frente. Aliás, alguém mais tem esse problema? 

Aliás, o livro que estava me tirando do sono na época e ao mesmo tempo dando energia no dia a dia, foi a série de Carlos Ruiz Zafón sobre as estranhas que acontecem em torno do cemitério de livros esquecidos. Esse escritor espanhol apesar de famoso há muito tempo, ainda não havia sido descoberto por mim.

O primeiro livro da série  “A Sombra do Vento” li em português, pois comprei o livro no Brasil. Há anos eu não lia em português por que queria me concentrar no alemão e inglês. ( não recomendo). Foi tão fácil ler algo na minha língua materna.

Tentei ler o segundo , “O Jogo do Anjo” em espanhol, já que cresci ouvindo e falando o idioma. Infelizmente a leitura não correu tão bem quanto esperava. Como no momento me falta a prática, achei que seria legal ler no idioma original. FOI UMA SURPRESA pois o livro se mostrou bem difícil de entender.

O terceiro da série , “O Prisioneiro do Céu” comprei em alemão e não foi melhor. Achei que seria, já que escuto, falo e escrevo em alemão diariamente. No começo, eu não conseguia passar da primeira página pois muitas palavras e expressões eram até então por mim desconhecidas. Por sorte encontrei online o livro falado. Como eu compreendo o alemão melhor escutando do que lendo, seguir a história ouvindo e olhando no livro. No fim, eu percebi, como havia melhorado a minha capacidade de compreensão do idioma exponencialmente.

O quarto livro da séria “Das Labyrinth der Lichter, (O Labirinto dos Espíritos) ” queria ler em inglês, mas como dos 4 idiomas que domino, é o meu pior em compreensão de texto. Decidi então continuar no alemão. Dessa vez lia um capítulo e ouvia o outro ;D Foi uma experiência maravilhosa perceber o quanto me desenvolvi e o quão melhor compreendo o leio em alemão agora.  

Isso ajudou a me sentir mais segura em relação aos meus estudos e parei de me culpar ao não compreender algo em alemão. Desde então tenho uma atitude bem diferente perante as minhas dificuldades. Voltar a ler livros lembrou-me que até quando temos prazer em am algo, há momentos de obstáculos e não há nada mais gratificante do que superá-los e dominá-los.

Eba, voltei a ler e consegui atingir um nível de leitura complexa do idioma alemão. Inclusive nesse meio tempo eu lii dois livros de um escritor Suíço (mais difícil que alemão) chamado Martin Suter. (Logo irei postar sobre ele e deixar o link aqui)

Eu poderia listar uma série de livros que influenciaram a minha vida e o meu modo de ser, mas vou deixar para a próxima postagem. Por agora, deixarei apenas o nome meu livro favorito de dica.

Elmer, O Elefante Xadrez de autor inglés David McKee: um livro de apesar focado para o público infantil traz uma visão da sociedade e reflexão que todos nós deveríamos fazer diariamente.

E aqui inauguro o menu Books, onde postarei sobre as minhas leituras.

Falando em momentos de autoconhecimento, voce já leu meu texto sobre “Como é importante tirar um tempo para conhecer-se melhor” ?

The version of this text in other languages will follow soon.

Natasha Szejer

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